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Quanto tempo dura o efeito do LSD? Veja sobre

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Descubra quanto tempo dura o efeito do LSD no organismo, as 4 fases da intoxicação, janela de detecção em exames e os riscos do HPPD

Sabemos que a ansiedade pode ser avassaladora quando se busca informações sobre o LSD. Se você chegou até aqui porque você ou alguém próximo fez uso da substância e os efeitos parecem não passar, respire fundo.

É comum sentir que o tempo parou ou que a experiência nunca vai acabar, mas ela tem um fim fisiológico determinado.

Este artigo foi escrito sob uma perspectiva clínica e de redução de danos. Nosso objetivo não é julgar suas escolhas, mas oferecer dados precisos sobre a metabolização da dietilamida do ácido lisérgico (LSD), quanto tempo ela permanece no organismo e quais são os riscos reais envolvidos.

Aqui, você encontrará segurança e informação técnica.

A Resposta Direta: O Cronograma do Efeito

Em termos clínicos gerais, os efeitos psíquicos agudos do LSD duram entre 6 a 12 horas. No entanto, a resposta do organismo não é uma linha reta; ela acontece em ondas e fases distintas.

É crucial entender que a “duração” é subjetiva. Devido à alteração na percepção temporal causada pela substância, 10 minutos podem parecer horas para o usuário.

Além disso, existe o conceito de “afterglow” (efeito residual), que pode se estender por até 24 horas, onde o usuário pode sentir cansaço mental, instabilidade emocional ou leve alteração sensorial.

As 4 Fases da Intoxicação por LSD

Para compreender a duração, precisamos dissecar o processo de metabolização. O LSD é uma das substâncias psicoativas mais potentes conhecidas, agindo em doses de microgramas, e seu ciclo no corpo segue o seguinte padrão:

1. Início (Onset): 30 a 90 minutos

Após a ingestão (geralmente sublingual), a substância leva um tempo para ser absorvida pela mucosa e atravessar a barreira hematoencefálica.

  • Sintomas iniciais: Dilatação das pupilas (midríase), aumento da temperatura corporal, leve náusea e uma sensação de “estranheza” ou formigamento.

2. O Pico (Peak): 2 a 4 horas após a ingestão

Este é o momento de maior intensidade. A concentração plasmática da substância atinge seu máximo.

  • O que acontece: Alucinações visuais intensas, sinestesia (ver sons, ouvir cores), despersonalização e distorção severa da realidade. É nesta fase que o risco de uma “bad trip” (reação disfórica aguda) é maior.

3. O Platô: 4 a 6 horas

Os efeitos estabilizam, mas ainda são intensos. O usuário pode sentir que consegue “navegar” melhor pela experiência, mas a alteração cognitiva permanece severa.

4. A Descida (Comedown): 6 a 12 horas

Os efeitos visuais diminuem gradualmente. O retorno à realidade é lento e pode ser acompanhado de exaustão física e mental. É comum que o usuário não consiga dormir, mesmo estando cansado.

Por Que o Efeito Parece Voltar? (Flashbacks e HPPD)

Muitos conteúdos na internet ignoram este ponto crucial, mas como especialistas em saúde mental, precisamos abordar: a duração do LSD pode, em casos raros, ser “infinita” no sentido clínico.

Existe uma condição médica chamada Transtorno Perceptivo Persistente por Alucinógenos (HPPD). Diferente de um simples “flashback” emocional, o HPPD é uma alteração neurológica onde o indivíduo continua a ver trilhas visuais, halos em torno de luzes ou “chuviscos” na visão (visual snow) semanas, meses ou até anos após o uso, mesmo estando sóbrio.

Não é que a droga ainda esteja no corpo. O LSD é metabolizado rapidamente (meia-vida de cerca de 3 a 5 horas). O que ocorre no HPPD é uma alteração persistente na forma como o córtex visual processa a informação. Se você nota alterações visuais dias após o uso, a busca por um psiquiatra é mandatória.

Detecção no Organismo: O Que Dizem os Exames?

Uma dúvida comum, muitas vezes ligada a questões trabalhistas ou legais, é sobre o tempo de detecção em exames toxicológicos.

  • Sangue: Detectável por apenas 6 a 12 horas (devido à rápida metabolização).
  • Urina: Geralmente detectável por 2 a 4 dias após o uso. Em usuários crônicos, pode se estender levemente.
  • Cabelo/Pelos: É o teste de janela larga. Pode detectar o uso por até 90 dias ou mais, dependendo do comprimento do fio analisado.

Fatores que Influenciam a Duração

A biologia humana não é exata. O tempo de 12 horas é uma média, mas diversos fatores alteram essa equação:

  1. Dosagem: Doses mais altas não necessariamente aumentam a intensidade linearmente, mas prolongam a duração dos efeitos residuais.
  2. Misturas (Poliuso): Combinar LSD com álcool, maconha ou antidepressivos (ISRS) pode tornar a metabolização imprevisível e aumentar drasticamente o risco de surto psicótico.
  3. Metabolismo Individual: A saúde do fígado e a hidratação influenciam a velocidade de excreção dos metabólitos.

Riscos à Saúde e Aspectos Legais

Conforme a Portaria 344/98 da Anvisa, o LSD é uma substância proscrita no Brasil. Seu uso, além de ilegal, carrega riscos psiquiátricos severos. A intoxicação aguda não costuma ser fatal por falência de órgãos (a dose letal é muito alta), mas os riscos comportamentais são imensos. Acidentes fatais ocorrem devido à perda de noção de perigo. Psiquiatricamente, o uso pode ser o gatilho para esquizofrenia ou transtorno bipolar em indivíduos predispostos.

Perguntas Frequentes (FAQ)

Beber leite corta o efeito do LSD?

Não. Isso é um mito popular sem base científica. O leite não possui compostos capazes de neutralizar a ação do LSD nos receptores de serotonina do cérebro. Apenas o tempo e a metabolização hepática eliminam a substância.

Tomar ansiolíticos (benzodiazepínicos) encerra a viagem?

Em ambientes hospitalares, médicos podem administrar benzodiazepínicos para controlar a agitação severa e a ansiedade de uma “bad trip”, sedando o paciente. No entanto, a automedicação é perigosa e pode causar depressão respiratória se houver mistura com álcool.

O LSD fica acumulado na espinha dorsal?

Não. Este é outro mito antigo (lenda urbana). O LSD é solúvel em água e é completamente excretado pelo corpo em poucos dias através da urina e fezes. Não existem “reservatórios” da droga na medula espinhal.

É possível ter uma overdose de LSD?

Overdose fatal direta pela toxicidade da substância é extremamente rara. O perigo real é a “overdose psicológica” (trauma psíquico intenso) ou comportamentos de risco (pular de lugares altos, entrar no trânsito) causados pela alucinação.

O LSD queima neurônios?

Não há evidências de que o LSD cause morte neuronal direta (neurotoxicidade) como o álcool ou solventes. Contudo, ele altera a neuroquímica e a conectividade cerebral, o que pode desencadear transtornos mentais latentes e funcionais graves.


Conclusão: O Primeiro Passo é a Informação

Entender quanto tempo dura o efeito do LSD é importante, mas compreender por que você ou seu ente querido está usando é vital. A dependência psicológica de alucinógenos, embora menos física que a da cocaína ou heroína, pode desestruturar vidas e famílias.

Se a experiência com a substância trouxe medo, angústia ou revelou uma compulsão pelo uso, saiba que existe tratamento especializado, ético e sem julgamentos.

A recuperação começa com um diálogo honesto. Se você precisa de orientação sobre desintoxicação ou suporte psicológico, nossa equipe está pronta para ouvir você. Entre em contato conosco hoje mesmo e fale com um especialista.

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